quarta-feira, 16 de março de 2011

Peixes tem consciência e sentem dor

Peixe dourado Foto: Aquariofilia
Para pesquisadores da Universidade de Queen's, em Belfast, quando os peixes são sujeitos a estímulos de dor uma fúria de mensagens neuronais são transmitidas ao telencéfalo a mesma região do cérebro onde os sinais de dor também são processados por animais e mamíferosO estudo foi feito com peixes dourados e trutas.
Agora, caiu por terra a desculpa dos pescadores de que os peixes não sofrem porque não sentem dor. Os pescadores sempre insistiram que o sistema nervoso das criaturas aquáticas é primitivo demais para que setissem dor de verdade. 
Pesquisadores estão pedindo que os peixe sejam tratados da mesma forma que mamíeros e aves.
Resultados semelhantes já foram obtidos em estudos com salmão atlântico, a carpa e o bacalhau. “Esses estudos demonstram que áreas superiores do cérebro estão implicadas na resposta do peixe a eventos potencialmente dolorosos e que sua resposta não é um simples reflexo”, explica Lynne Sneddon, da Universidade Chester, no Reino Unido.
Na Espanha pesquisadores conseguiram identificar uma área no cérebro do peixe dourado que parece servir a uma função similar à do sistema límbico, região no cérebro humano que se torna altamente ativa quando as pessoas passam medo ou dor.
Testes comportamentais confirmaram esses resultados: os peixes dourados cujas estruturas comparáveis ao hipocampo no telencéfalo foram cirurgicamente desabilitadas subitamente perdem seu sentido de orientação –assim como os mamíferos cujas regiões cerebrais correspondentes foram desconectadas.
Além disso, quando os pesquisadores colocam as seções comparáveis à amígdala do telencéfalo fora de ação, os peixes deixam de aprender com os choques elétricos. Isso prova que esses animais aquáticos supostamente insensíveis têm a estrutura necessária em suas cabeças para sentir medo e dor. “Apesar da estrutura e função do equivalente nos peixes ser mais muito que nosso sistema límbico, o fato que os cientistas descobriram a presença de estruturas similares é impressionante”, explica Victoria Braithwaite, zoóloga da Universidade Estadual da Pensilvânia.

Truta sendo puxada pela boca
Foto: Rio Côa

A pouco mais de 5 anos Braithwaite havia descoberto que há mais de 20 receptores em torno a boca das trutas, em torno da mesma quantidade de receptores que um homem possui na região genital. Isso quer dizer dizer puxar uma truta com um anzol pela boca seria o mesmo que puxar um homem pelas genitálias.
 
Estudos com as trutas mostram que elas demonstram muito mais do que reflexos. Uma truta que foi sujeitada a agentes químicos nocivos não deu atenção a uma torre de Lego colorida introduzida em seu tanque, apesar de normalmente evitar novos objetos, sugerindo que sua atenção estava dominada pela dor. Contudo, os peixes que receberam anestésicos simultaneamente demonstraram o grau usual de cautela em relação aos objetos estranhos –porque a morfina aparentemente eliminara a dor.
Agora os especialistas não apenas acreditam que os peixes são capazes de ter medo e dor, mas também sensações de prazer.
Por exemplo, a oxitocina –chamada frequentemente de “hormônio do amor”- também foi documentada nos peixes.
E o que dizer sobre os polvos que são capazes de abrir rascos difíceis se descobrirem que há delícias ali e que conseguem até fugir de tanques famosos por sua segurança?
Mas mesmo após todos esses estudos científcos, os defensores da pesca ainda defendem que  não foi nad prvado, pois apenas um córtex cerebral altamente desenvolvido como encontrado em mamíferos pode produzir uma consciência dos estímulos de dor registrados.
Acontece que para os especialistas a falta de córtex cerebral não parece mais ser uma razão suficiente para eliminar a possibilidade de consciência da dor. Neurologistas ocasionalmente relatam casos de pessoas que só têm metade do cérebro. Enquanto outros têm sinapses, esses indivíduos têm apenas fluido cerebral –e ainda assim muitas vezes são altamente inteligentes e bem adaptados socialmente. 
Podemos concluir que a única razao para os pescadores insistirem em contrariar as pesquisas é o medo de que sua "prática esportiva" seja "tosada".
Na Alemanha, por exemplo, a lei diz que só permite a pesca se for para a alimentação. Aqueles torneios em que os peixes são pescados, pesados e devolvidos à água foram proibídos devido ao sofrimento injustificável a esses aimais.

Fonte: Deborah Weinberg

4 comentários:

  1. (Primeira parte) E precisa de testes científico para comprovar que os peixes sentem dor? Peixes não apenas sentem dor como também sentem coceira (Que também é dor), uma vez meu Flowerhorn pegou uma doença (Cuja não me recordo o nome) e ficou se debatendo devido a coceira e irritação causada pela doença, o estresse foi tão grande que ele chegou a recusar alimento. Hoje ele está bem e saudável. Eu digo mais, vou abrir a boca e escandalizar os conservadores tradicionalistas. PEIXES PODEM USAR FERRAMENTA NATURAL!. Tem uma pedrinha no aquário que meu Flowerhorn é apegado nela, quando eu esqueço de dar comida, ele segura essa pedra na boca e começa bater ela contra o vidro do aquário repetidamente, isso causa um barulho irritante, chama minha atenção, logo eu vou lá e o alimento. Ele costuma brincar com essa pedrinha jogando de um canto paro o outro, mas só começa causar esse barulho quando esqueço de alimentar ele. De alguma forma isso pode ser sim considerado como utilização de ferramenta natural. Outro caso muito interessante é a minha Harisenbom (peixe balão), ela depende muito do humor para aceitar alimento, eu até brinco dizendo que ela é "chatinha". Tem uma bombinha de água dentro do aquário que ela usa como uma espécie de brinquedo de parquinho, mesmo quando a bombinha quebrou e parou de funcionar ela continuava brincando com a bombinha e aceitava alimento normalmente. Quando eu troquei essa bombinha por uma outra melhor (de formato diferente) ela passou a recusar alimento. Em um momento achei que ela não tinha gostado do novo fluxo de água e desliguei o aparelho, no entanto de nada adiantava, ela só voltou a comer quando comprei outra bombinha com o mesmo formato daquela que eu usava anteriormente. Essa peixe balão me surpreende cada dia mais, tem vez que ela fica com as birrinhas dela e só aceita comida se EU der, já aconteceu muito de outras pessoas jogar camarão seco dentro do aquário e ela não comer, então eu chego lá, jogo o camarão e ela come apenas aquele que EU joguei. Outra coisa interessante é que quando eu a comprei, ela chegou apavorada aqui em casa, inchava o corpo (Tática de autodefesa)só de encostar nela, tanto que ela machucou a mão do dono da loja idiota que ficou tocando nela em quanto explicava "Olha que peixe legal, ele incha quando é tocado" . Hoje ela aceita comida na boca, quando esta muito bem humorada fica esfregando a costa na minha mão, nessa hora eu a seguro levemente e acaricio a barriga dela, ela permanece imóvel sem tentar fugir, quando fica satisfeita e quer voltar a brincar com a bombinha, ela abana a cauda levemente como quisesse que eu a deixasse ir, não que isso seja tentativa de fuga, quando ela tenta fugir de verdade espirra água salgada pra todo lado, e é isso que acontece quando outra pessoa tenta encostar nela.

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    1. (Segunda parte) Ora, se peixe fosse um robô orgânica movido a reflexos como a maioria dos pescadores costumam pensar, muitos peixes não recusariam alimento por questão de estresse, em alguns casos raros como minha peixe balão, não existiria peixes que ficam escolhendo o alimento jogado pelo dono (não que seja sempre assim), não ficariam irritados quando estão sentindo coceira, não existiria peixes que ficam quietos na mão do seu dono em quanto foge de outra pessoas, isso acontece porque de fato eles raciocinam e são conscientes, o meu flowerhorn usa a pedrinha dele como ferramenta para causar barulho, pois sabe que fazendo isso vai ganhar ração, logo eles pensam e possuem consciência, isso mostra que eles sabem medir as consequência (Sejam elas boas ou ruins) e possuem capacidade de aprendizagem, meu flowerhorn age com a pedrinha dele, pois aprendeu que isso vai causar uma boa consequência (Ser alimentado), outro exemplo são os peixes nishikigois (Carpas japonesas) os nishikigois criados em represas públicas vão para a beira da represa pedir comida para as pessoas normalmente, mas uma vez que um Nishikigoi é pescado e devolvido, ele se torna cauteloso o resto da vida e nunca mais volta a pedir comida na beira, ao mesmo tempo se torna mais difícil ser pescado, o que demonstra que o nishikigoi entende que a ação de ir pedir comida na beira da represa causou uma má consequência (ser pescado). Isso também coloca por baixo a falsa teoria de que peixes possuem apenas 3 segundo de memória, se fosse assim meu flowerhorn não mudaria de comportamento quando me visse pegando seu saquinho de ração , mesmo depois de dias sem eu deixar ele assistir esse procedimento. Em fim, peixes merecem ser tratados como mamíferos e aves SIM, assim como uma pessoa que maltrata um cachorro vai presa, quem maltratar um peixe também merece ser preso, pesca esportiva deve ser proibida , liberada pesca apenas a fim de consumo (O mesmo vale pra caça), e com fiscalização de algum órgão que defende o direito dos peixes, de forma que eles sejam pescados e abatidos com o mínimo de dor/medo/estresse possível. Na minha opinião, deveria existir um grupo de proteção de animais de sangue frio, tanto dos sangue frio selvagens quanto os domésticos. Isso pode parecer absurdo para algumas pessoas, mas basta abrir um pouco a mente e lembrar que estamos falando de seres vivos conscientes que sentem dor e não são levados a sérios por defensores de "animais" (Que na maioria tá mais pra defensor de mamíferos e aves, alguns são apenas defensores de gatos e cachorros). E quando se interessam em defender peixes, na maioria das vezes pensam apenas em defender espécies de peixes em extinção pelo meio ambiente. Dizem que lutam pelo bem estar dos animais, mas não fazem nada quando tem um Kingyo sendo mantido em péssimas condições em um aquário público ou particular, não fazem nada contra, e na maioria defende pesca de entretenimento em pesqueiros. Defensor de "animais" (Mamíferos, pássaro) já temos , agora precisamos de defensores de animais de sangue frio como peixe, anfíbios e répteis, pois quase não existe pessoas que pensam no BEM ESTAR deles independentemente de o animal estar em extinção ou não, ser selvagem ou doméstico. Em fim, isso é uma questão que deveria ser pensada e levada a sério. No dia que a maioria das pessoas ver um peixe/sapo/lagarto sendo torturado por um psicopata, e sentir a mesma coisa que sentiria se isso fosse com um cachorro/gato com a mesma intensidade, então sim eu diria que estamos evoluindo contra a correnteza da hipocrisia. Em quanto esse tipo de opinião limitada "Ah mas é só um peixe, cachorros são mais importantes" não sumir da face da terra, moralmente continuaremos na idade da pedra.

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    2. (Terceira parte)Eu me entristeço com a morte de qualquer animal, apenas não me comovo com lágrimas e discursinhos de celebridades da mídia que opinam sobre o caso, TALVEZ, pode ser até que realmente ficam indignados com o mau trato, mas geralmente quando veem alguém maltratando um peixe/lagarto/sapo o máximo que fazem é dizer "Aí credo" e continuam com suas vidas. Alguns anos atrás, no Japão teve o caso de um bando de moleques que se "divertiram" cortando barriga de algumas carpas e soltando fogos dentro do corpo delas, o que aconteceu?, a polícia investigou o caso e foi atrás dos psicopatas, só não prenderam porque eram muito menor de idade. Infelizmente tanto a polícia quanto a mídia brasileira banalizaria esse caso, e mesmo que tal caso fosse parar na TV, já mais algum apresentador/celebridade iria derramar lágrimas e fazer algum discurso sobre o ocorrido, a final de conta "São apenas peixes" não é mesmo?

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